
ALTA DE 38%
Brasil registra recorde nas vendas de ar-condicionado em 2024, impulsionado pelo calor extremo e recuperação econômica
Por Redação - Em 19/02/2025 às 11:02 AM

Além do fator climático, a recuperação da economia no primeiro semestre de 2024 também foi um elemento chave FOTO: Freepik
O Brasil viu um aumento expressivo na venda de aparelhos de ar-condicionado em 2024, atingindo a marca histórica de 5,88 milhões de unidades comercializadas. Esse resultado representa um crescimento de 38% em relação ao ano anterior, segundo dados da Eletros, a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos. O país, que já é o segundo maior polo de fabricação de ar-condicionado do mundo, ficando atrás apenas da China, está sentindo os impactos das altas temperaturas e das mudanças econômicas.
O principal motor desse aumento nas vendas foi o calor extremo vivido em diversas regiões do Brasil, que registrou 2024 como o ano mais quente desde 1961, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O país experimentou o segundo ano consecutivo de recordes de temperatura, impulsionando os brasileiros a adquirirem aparelhos de ar-condicionado mais potentes para enfrentar o clima severo dentro de casa.
Além do fator climático, a recuperação da economia no primeiro semestre de 2024 também foi um elemento chave. O crescimento do consumo das famílias foi de cerca de 5%, superando o Produto Interno Bruto (PIB), que se manteve em torno de 3,5%. Esse aumento no poder de compra dos brasileiros foi reforçado pela redução nas taxas de juros, que estimulou a aquisição de produtos mais caros, como os sistemas de climatização. A queda na inflação e a melhoria do cenário do desemprego contribuíram para criar um ambiente favorável ao consumo de bens de maior valor, dependentes do crédito.
Dessa forma, o mercado de ar-condicionado no Brasil se consolidou em um ano atípico, combinando o impacto das ondas de calor intensas com a recuperação econômica, o que gerou um cenário de alta demanda por soluções para o desconforto térmico. O setor, com seu desempenho robusto, reflete o momento de adaptação dos brasileiros às mudanças climáticas e às condições econômicas, e estabelece um novo marco para o mercado de eletroeletrônicos no país.
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