mulher na política

Câmara de Fortaleza tem bancada feminina acima da média brasileira

Por Oceli Lopes - Em 08/03/2025 às 7:54 AM

Leo Couto, Vereadoras

Presidente Leo Couto com as vereadoras da Câmara Municipal de Fortaleza. Foto: Érika Fonseca/CMFor

A Câmara Municipal de Fortaleza conta com 10 vereadoras no exercício do mandato. Com sete veteranas e três estreantes, o Legislativo fortalezense tem percentual de participação da mulher acima da média nacional, com 20,9% das 43 vagas conquistadas no pleito de 2024.

A participação da mulher na política vem consolidando a representatividade do sexo feminino no parlamento, sendo a maioria do eleitorado brasileiro, 52,47% do total.

Durante esses meses de 2025, as vereadoras apresentaram 814 projetos. O número representa 23,43% do total da produção legislativa deste ano. No relatório das propostas apresentadas até o dia 7 de março constam 578 requerimentos, 179 indicações, 53 projetos de lei ordinária, 02 projetos de decreto legislativo, um projeto de lei complementar e um projeto de resolução.

Conheça a composição da bancada feminina na CMFor:

Adriana Gerônimo (PSOL) – Mulher negra, mãe, LGBT, criada na periferia de Fortaleza, assistente social, ecossocialista e ativista dos direitos humanos. Há 18 anos, dedica-se à luta por moradia digna e pelo direito à cidade.

Ana Aracapé (Avante) – Formada em Pedagogia, se destaca por suas contribuições populares nas gestões de 1990-1992 e 1997-2004. No último pleito, foi reeleita com 10.322 votos para seu segundo mandato consecutivo na Câmara de Fortaleza. A parlamentar é defensora dos direitos das mulheres, com projetos importantes de apoio as mulheres vítimas de violência sexual e às mães de natimorto e de óbito fetal.

Bella Carmelo (PL) – Nascida em São Paulo, iniciou o seu engajamento na vida pública aos 16 anos, quando passou a defender pautas conservadoras e valores cristãos. Com a confiança de 28.138 eleitores, Bella foi alçada ao Legislativo municipal, com um mandato que atua na fiscalização da gestão pública e na proposição de projetos que resultem em leis favoráveis ao cidadão.

Carla Ibiapina (DC) – Profissional com trajetória nas áreas de saúde, assistência social e políticas públicas, Carla tem raízes familiares na cidade de Ibiapina/CE e cresceu em Fortaleza, onde viveu por mais de três décadas no tradicional bairro da Parangaba. Formada em Fonoaudiologia, ao longo de sua carreira, tem se destacado pela dedicação à melhoria da qualidade de vida da população, com foco assistência das populações vulneráveis.

Estrela Barros (PSD) – Cristã evangélica, a parlamentar cresceu e vive no Grande Pirambu, região onde construiu uma trajetória de luta pelas causas sociais. Desde jovem, esteve à frente de ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida de sua comunidade, dedicando-se a pautas como moradia, saúde, emprego e renda.

Kátia Rodrigues (PDT) – Assistente Social, tem um trabalho nas periferias de Fortaleza. Sua trajetória política é marcada por uma profunda dedicação às causas sociais e pela luta por justiça e equidade para as comunidades mais vulneráveis. Antes de ingressar na política, Kátia atuou como conselheira tutelar em Fortaleza, exercendo dois mandatos consecutivos.

Mari Lacerda (PT) – Mulher, jovem, negra, bissexual, nasceu na Parangaba e se criou no Parque Santana, bairros da periferia de Fortaleza. Militante feminista e antirracista da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e do Movimento Negro Unificado (MNU), tem uma trajetória de luta social passando pelos movimentos estudantil, de juventude, de mulheres e de negros.

Priscila Costa (PL) – Jornalista e eleita para o terceiro mandato consecutivo, tem perfil conservador, com pautas voltadas para a “família e a defesa da vida”, especialmente, no que diz respeito ao aborto, suicídio e ao uso de drogas. Atualmente, é presidente do Diretório Municipal do Partido Social Cristão (PSC).

Professora Adriana Almeida (PT) – Professora, bióloga e a primeira mulher negra eleita vereadora na Câmara Municipal de Fortaleza pelo Partido dos Trabalhadores. Adriana consolidou sua trajetória de luta em defesa da educação pública, dos direitos das mulheres e do fortalecimento do serviço público.

Tia Francisca (PSD) – Filha de doméstica, Francisca das Chagas Silva de Souza mudou-se para Fortaleza aos 6 anos, com os pais e irmãos, fugindo da pobreza e da seca nordestina no Piauí. Gestora de Pessoas pela Faculdade de Tecnologia e Educação de Goiás (Fateg), é carinhosamente chamada de Tia Francisca, por realizar inúmeras ações assistenciais e por sua contribuição educacional, iniciada aos 17 anos, quando começou o trabalho social no Parque São José, em 1975.

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