Centro Regional Integrado de Oncologia

Evandro Leitão lamenta suspensão do atendimento no Crio e critica Prefeitura por diminuição de repasses: “Insensível e Cruel”

Por Redação In Poder - Em 12/07/2023 às 1:27 PM

Foto: Portal IN

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Evandro Leitão (PDT), lamentou nesta quarta-feira, 12, a suspensão do atendimento de novos pacientes no Centro Regional Integrado de Oncologia (Crio). Conforme o deputado, novos tratamentos contra o câncer estão suspensos pela a entidade por conta da redução de repasses por parte da Prefeitura de Fortaleza.

“O Crio é referência para o tratamento do câncer em todo o Ceará. O descaso com pessoas que passam por uma situação tão delicada, negando-lhes a oportunidade de cuidado e cura, é cruel e insensível”, escreveu o parlamentar. “Somos solidários com os profissionais do Crio e com todos aqueles e aquelas que serão afetados com a decisão”, finalizou.

Segundo informações da administração do Crio, a entidade não está mais recebendo pacientes para início de tratamento de câncer por falta de verba. Há ainda possibilidade de cerca de 300 pessoas que já tiveram seus atendimentos iniciados, deixarem de ser atendidas. Os representantes da instituição alegam que houve queda de 20% do teto orçamentário mensal, conforme o último contrato com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), da Prefeitura de Fortaleza.

Ao IN Poder a SMS informou que Fortaleza concentra sete de nove estabelecimentos habilitados para tratamentos oncológicos no Ceará. O que corresponde a 84% do atendimento estadual e, atualmente, 60% da demanda atendida na Capital vem do Interior.

Confira a nota na íntegra: 

“A Secretaria Municipal da Saúde informa que Fortaleza concentra sete de nove estabelecimentos habilitados para tratamentos oncológicos no Ceará. O que corresponde a 84% do atendimento estadual. Atualmente, 60% da demanda atendida na capital vem do interior do estado. 
Conforme normativa que regula a Oncologia, deveria existir um estabelecimento para cada 500 mil habitantes, assim, para atender a demanda, seria necessária a abertura de mais nove unidades no Estado.
Financeiramente, Fortaleza tem a garantia de R$ 100 milhões anuais, advindos de um recente aporte do Ministério da Saúde, porém, a capital custeia R$ 160 milhões anuais. Neste contexto, há um subfinanciamento e necessidade de repasses de mais recursos”

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