
BANCO CENTRAL DOS EUA
Brasil pode atrair mais capital internacional com corte de juros pelo Fed, diz CEO do Santander
Por Redação - Em 27/08/2024 às 7:51 PM

“O potencial de fluxo para o Brasil é enorme”, afirmou Mário Leão, CEO do Santander
O Brasil pode estar prestes a se beneficiar de um influxo significativo de capital internacional, segundo o CEO do Santander Brasil, Mario Leão. Em um evento realizado pelo banco, Leão destacou o potencial do país para atrair investimentos estrangeiros, especialmente com a possibilidade de o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, iniciar um ciclo de cortes nas taxas de juros já no próximo mês.
“O potencial de fluxo para o Brasil é enorme”, afirmou Leão durante o debate, que também contou com a presença de Roberto Sallouti, presidente do BTG Pactual. Para o executivo do Santander, o Brasil tem uma presença reduzida nas carteiras dos investidores internacionais, o que representa uma oportunidade. “O Brasil está muito sublocado nas carteiras dos investidores internacionais. Portanto, pode voltar ao radar, na medida em que as coisas no mercado interno se acertaram, após uns meses tumultuados na primeira metade de 2024.”
Leão ressaltou que a recente estabilização da economia brasileira e dados econômicos sólidos reforçam a atratividade do país. “Dados recentes mostram uma economia sólida”, acrescentou.
Uma das discussões recorrentes no mercado financeiro envolve as expectativas em relação à política monetária, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Enquanto alguns analistas preveem que o Fed cortará os juros em breve, há também quem acredite que o Banco Central do Brasil (BC) poderia voltar a aumentar a Selic, a taxa básica de juros do país. No entanto, o CEO do Santander Brasil se mostrou cético quanto a essa última hipótese. “Não é nosso cenário base uma alta de juros pelo BC”, afirmou.
O otimismo de Leão quanto ao cenário econômico brasileiro reflete uma perspectiva de que o país possa se beneficiar de mudanças no ambiente global, especialmente se o Fed começar a flexibilizar sua política monetária. Se isso acontecer, o Brasil pode se tornar um destino atraente para os investidores internacionais que buscam melhores retornos, aproveitando o momento de estabilidade interna e potencial de crescimento.
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