
PARA 86,2 PONTOS
Confiança do consumidor recua em janeiro, aponta FGV
Por Redação - Em 27/01/2025 às 10:50 AM

O indicador sobre as finanças pessoais das famílias caiu 4,1 pontos, para 69,7 pontos FOTO: Agência Brasil
A confiança do consumidor no Brasil recuou em janeiro de 2025, com o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caindo 5,1 pontos em relação a dezembro de 2024, alcançando 86,2 pontos. Este é o menor nível desde fevereiro de 2023, quando o índice marcou 85,7 pontos. Em termos de médias móveis trimestrais, o ICC diminuiu 2,2 pontos, evidenciando uma desaceleração na confiança dos brasileiros no início deste ano.
A queda, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), foi impulsionada pela deterioração das perspectivas futuras e das condições econômicas atuais, que encolheram pelo segundo mês consecutivo. A deterioração levou o índice a cair para a faixa dos 80 pontos, um reflexo claro do aumento do pessimismo entre os consumidores. A economista Anna Carolina Gouveia, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), afirmou que o pior cenário observado nas expectativas financeiras futuras das famílias contribui diretamente para esse resultado negativo. Ela apontou que o cenário pode estar relacionado a pressões inflacionárias persistentes e à alta contínua da taxa de juros, que encarece o crédito e dificulta a compra de bens de maior valor.
Em janeiro, dois componentes principais do índice tiveram resultados negativos. O Índice de Expectativas (IE) recuou 6,0 pontos, atingindo 91,6 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 3,3 pontos, para 79,4 pontos. A maior contribuição para a queda veio da avaliação das finanças futuras das famílias, que despencou 6,7 pontos, atingindo 92,5 pontos, o menor nível desde agosto de 2022. Além disso, o item que mede as compras previstas de bens duráveis registrou uma queda de 5,9 pontos, para 85,1 pontos, enquanto as perspectivas para a situação futura da economia local caíram 4,6 pontos, para 98,3 pontos.
No que diz respeito à percepção atual dos consumidores, o indicador sobre as finanças pessoais das famílias caiu 4,1 pontos, para 69,7 pontos, e a avaliação sobre a economia local teve uma redução de 2,5 pontos, para 89,5 pontos.
A queda na confiança não foi uniforme entre as faixas de renda, mas afetou todas as categorias. Entre as famílias com renda de até R$ 2.100, o índice despencou 5,8 pontos, passando de 90,4 para 84,6 pontos. Já para as famílias com rendimento entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, houve uma redução de 4,3 pontos, com o indicador caindo de 91,7 para 87,4 pontos. As famílias com rendimentos entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 tiveram uma queda mais acentuada de 6,3 pontos, saindo de 92,7 para 86,4 pontos. Finalmente, as famílias com renda superior a R$ 9.600,01 também experimentaram um recuo, de 3,4 pontos, com o índice passando de 92,1 para 88,7 pontos.
A Sondagem do Consumidor, que coletou as entrevistas entre os dias 2 e 22 de janeiro, reflete um cenário de incertezas econômicas e desconfiança generalizada, com os consumidores cada vez mais cautelosos em relação ao futuro financeiro, o que impacta diretamente o consumo e a atividade econômica do país.
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