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Construção civil deve crescer 1,8% em 2025, adianta Ricardo Cavalcante
Por Anchieta Dantas Jr. - Em 20/03/2025 às 6:16 PM

Ricardo Cavalcante, Presidente Da Fiec Foto Douglas Filho
O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, adiantou, conforme projeção da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que a construção civil no Brasil deverá registrar crescimento de 1,8% em 2025.
Cavalcante, que discursou na manhã dessa quinta-feira (20) na abertura do Summit CBIC Norte Nordeste 2025, que acontece até a sexta-feira (21), no Auditório Waldir Diogo, na Fiec, disse que o desempenho do setor será mais modesto na comparação com 2024, “resultado de uma série de obstáculos e enfrentamentos diariamente vivenciados pelas empresas do setor”.
Entre tais obstáculos, afirmou, está a elevada taxas de juros no país, inibindo os investimentos em obras de infraestrutura e desestimulando a compra de imóveis, as reformas e as pequenas edificações.
Adicionalmente, Cavalcante citou a falta de trabalhadores qualificados, o custo da mão de obra e a baixa produtividade, como fatores que contribuem para aumentar o tempo da construção, diminuindo a eficiência e a rentabilidade do setor.
Razão pela qual, destacou, a indústria da construção está investindo na modernização dos processos construtivos. “Muitas empresas têm levado etapas da produção, tradicionalmente feitas nos canteiros de obras, para galpões e fábricas, pois nesses ambientes controlados é possível aplicar novas tecnologias e técnicas de gestão”, disse, ao afirmar que a construção industrializada é uma alternativa promissora para elevar a produtividade, reduzir o desperdício e melhorar a qualidade de execução das obras, potencializando a sustentabilidade do setor.
No entanto, avaliou, a transição para um modelo de produção mais moderno e eficiente requer uma série de ações que promovam o desenvolvimento e competitividade da indústria da construção.
Estímulos ao setor
Nesse sentido, ele enfatizou o projeto “Construa Brasil”, do governo federal, que, de acordo com ele, tem como metas a convergência de regras para obras e edificações e a desburocratização dos processos de alvarás, entre outras ações, trazendo avanços importantes para a construção.
Outras inciativas a serem consideradas, emendou Cavalcante, são a definição de incentivos para a construção industrializada, a inovação, a sustentabilidade nas obras do Programa Minha Casa Minha Vida, os estabelecimentos de linhas de crédito com sistemas de garantia, contratos e acompanhamento de obras envolvendo agentes financeiros e, ainda, o estímulo à pesquisa e desenvolvimento para sistemas construtivos mais sustentáveis e inovadores.
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