DADOS DA ABECIP

Financiamentos imobiliários crescem 22,3% em 2024, com R$ 186,7 bilhões em volume

Por Redação - Em 29/01/2025 às 2:11 PM

No mês de dezembro, o volume de financiamentos SBPE atingiu R$ 17,6 bilhões

O mercado de financiamentos imobiliários no Brasil teve um desempenho impressionante em 2024, totalizando R$ 186,7 bilhões, um crescimento de 22,3% em comparação com o ano anterior. Esse resultado representa o segundo maior volume de financiamentos da história, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em termos de unidades, foram financiados 568,2 mil imóveis, o que representa uma alta de 13,8% em relação a 2023.

Os números indicam que o mercado imobiliário continuou aquecido ao longo de 2024, refletindo uma forte demanda por crédito para aquisição da casa própria, especialmente em um contexto de estabilidade econômica no início do ano. No entanto, a tendência de elevação dos juros por parte dos bancos nos últimos meses de 2024 pode afetar o ritmo de crescimento do setor em 2025, uma vez que o custo do crédito tende a impactar a capacidade de financiamento da população.

Os dados da Abecip abrangem exclusivamente os financiamentos realizados com recursos originados nas cadernetas de poupança, no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), voltados para a compra de imóveis de médio e alto padrão. Não estão incluídos empréstimos financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), voltados para habitações populares, como as do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

No mês de dezembro, o volume de financiamentos SBPE atingiu R$ 17,6 bilhões, marcando um recorde para o mês e uma alta de 15,7% em comparação com dezembro de 2023. Em relação ao mês de novembro de 2024, o crescimento foi de 18,1%.

A Caixa Econômica Federal manteve sua posição de liderança no mercado, respondendo por R$ 79,6 bilhões, o que equivale a 42,6% do volume total de financiamentos imobiliários SBPE no ano passado. Os demais bancos que se destacaram foram o Itaú Unibanco, com R$ 42,5 bilhões (22,9%), o Bradesco, com R$ 38,1 bilhões (20,4%), o Santander, com R$ 10,8 bilhões (5,8%) e o Banco do Brasil, com R$ 8,3 bilhões (4,5%).

Com a elevação das taxas de juros, especialistas projetam um cenário de cautela para 2025, o que poderá refletir na desaceleração do crescimento do crédito imobiliário. Mesmo assim, o setor segue sendo uma importante alavanca para a economia brasileira, com forte participação no financiamento da casa própria para milhões de brasileiros.

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