
INFLAÇÃO
Geraldo Alckmin defende medidas para reduzir preços dos alimentos, mas alerta para efeito gradual
Por Redação - Em 10/03/2025 às 1:15 PM

Alckmin destacou que, embora o governo esteja tomando ações para aliviar a pressão sobre o bolso dos brasileiros, os efeitos dessas medidas deverão ser gradativos
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (10) que as medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos preços dos alimentos não terão efeito imediato, sendo necessário um período de espera para que os resultados possam ser sentidos pela população. Em entrevista à rádio CBN, Alckmin destacou que, embora o governo esteja tomando ações para aliviar a pressão sobre o bolso dos brasileiros, os efeitos dessas medidas deverão ser gradativos.
Entre as principais estratégias mencionadas pelo vice-presidente está a proposta de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos da cesta básica. Alckmin fez um apelo aos governadores para que os estados adotem essa medida, de forma voluntária, para ajudar a reduzir o custo dos alimentos. “Nós entendemos a realidade de cada estado. Por isso, não é obrigatório. É uma proposta. Não precisa zerar todos. Pode pegar o ovo e zerar o ICMS durante um período. Isso vai passar”, disse.
O Piauí já anunciou que isentará o ICMS de alguns produtos da cesta básica a partir de abril, e Alckmin afirmou que outros estados, como Ceará e Bahia, estão considerando a adesão a essa proposta. “O que puder fazer, ajuda”, afirmou, destacando que a medida será transitória e aplicada de forma seletiva, com a possibilidade de uma redução parcial do ICMS em alguns itens específicos.
Além dessa medida estadual, o governo federal anunciou, na última quinta-feira (6), um conjunto de ações para tentar controlar os preços dos alimentos. Entre elas, destaca-se a isenção do imposto de importação de produtos como carne, café, açúcar, milho, óleo de girassol, azeite de oliva, sardinha, biscoitos e massas alimentícias. Essa iniciativa tem o objetivo de reduzir custos e estimular a competitividade no setor alimentício.
Adicionalmente, o governo anunciou mais estímulos à produção de alimentos da cesta básica por meio do Plano Safra, além de um fortalecimento dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Vamos aguardar”, afirmou Alckmin, indicando que o governo continuará acompanhando a situação e promovendo medidas para apoiar a redução dos preços.
A expectativa é que as ações adotadas pelo governo, somadas às decisões dos estados, contribuam para aliviar o impacto da inflação nos alimentos e promover maior estabilidade nos preços, embora os efeitos concretos dessas medidas ainda precisem de tempo para se manifestar na prática.
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