Proteção da indústria

ICMS sobre importados: Sindroupas-CE apoia medida

Por Anchieta Dantas Jr. - Em 01/04/2025 às 4:12 PM

 

Paulo Rabelo, Diretor Do Sindiroupas Ce Foto Divulgação

Paulo Rabelo, diretor do  Sindiroupas CE Foto: Divulgação

A partir desta terça-feira (1), entra em vigor no Ceará o aumento do ICMS sobre produtos importados de marketplaces como Shein, Shopee e AliExpress. A medida, segundo o governo, visa corrigir uma distorção fiscal que permitia a essas plataformas operarem no Brasil com uma carga tributária menor que a das empresas nacionais.

Nesse sentido, o Sindicato das Indústrias de Confecções e Roupas de Homem e Vestuário do Estado do Ceará (Sindroupas-CE) divulgou uma nota apoiando a decisão, destacando que os produtos importados chegam ao país com preços artificialmente baixos devido a práticas como trabalho análogo à escravidão, salários extremamente baixos, trabalho infantil e ausência de direitos trabalhistas e fiscalização ambiental.

De acordo com a entidade, no Ceará, o setor da moda é forte e comprometido, gerando mais de 149 mil empregos diretos e contando com quase 75 mil empresas ativas. “As empresas locais pagam impostos, investem em pessoas e tecnologias limpas, e mantêm empregos formais, o que torna difícil competir com plataformas que exploram trabalhadores e burlam tributos”, afirma.

A nova alíquota de 20% do ICMS é vista, portanto, como um passo concreto pela justiça fiscal, proteção da indústria nacional e consumo consciente. “É hora de valorizar quem produz com responsabilidade no Brasil“, afirmou Paulo Rabelo, Presidente do Sindroupas-CE.

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