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TRAJETÓRIA ASCENDENTE
Indústria e Serviços geram maior número de empregos formais no Ceará em janeiro
Por Marcelo Cabral - Em 26/02/2025 às 6:03 PM
A indústria geral cearense iniciou o ano de 2025 com um saldo positivo de 1.019 novos postos de trabalho, mantendo a trajetória ascendente observada no ano anterior. Em 2024, o setor consolidou-se como o segundo maior gerador de empregos com carteira assinada, totalizando 13.531 novos postos formais.
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Fábricas geraram o maior volume de postos de trabalho cos carteira assinada no Ceará Foto: Carlos Gibaja/Casa Civil
Esse desempenho favorável é impulsionado, sobretudo, por investimentos públicos direcionados às atividades de coleta de resíduos, abastecimento de água e saneamento, que responderam por 715 das novas contratações. Na Indústria de Transformação, destacaram-se os segmentos têxtil (111) e de calçados (107), ambos registrando crescimento significativo.
Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em evento realizado em Brasília, com a presença do ministro Luiz Marinho e do secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, que também preside o Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (Fonset).
Investimentos públicos
“Em janeiro, percebe-se a importância dos investimentos públicos para impulsionar a economia. O impacto positivo em setores como coleta de resíduos e saneamento reflete não apenas na geração de empregos, mas também na qualidade de vida e saúde da população cearense”, destaca Vladyson Viana.
Outro setor que obteve desempenho expressivo no primeiro mês do ano foi o de Serviços, responsável pela criação de 887 empregos formais. Dentro do segmento, as áreas de arte, cultura, esporte, recreação e serviços ligados à alta temporada do turismo cearense tiveram papel fundamental para a obtenção deste resultado positivo.
Entre as ocupações que mais contribuíram para o crescimento do emprego formal, destacam-se professores e profissionais da educação, técnicos de nível médio, ajudantes de obras, instaladores e reparadores de linhas, cabos elétricos e de comunicações. Além de embaladores e operadores de produção, trabalhadores agrícolas, profissionais de atendimento ao público, trabalhadores dos serviços administrativos, conservação e manutenção de edifícios.
Apesar do desempenho positivo da Indústria e dos Serviços, a sazonalidade de janeiro impactou negativamente o Comércio, que registrou um resultado negativo de 2.770 postos de trabalho, especialmente entre os vendedores (-1.885), reflexo do encerramento das contratações temporárias de fim de ano. Esse fator contribuiu para o fechamento do saldo geral do Estado no mês, que contabilizou uma perda de 1.225 empregos formais.
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