
AVANÇO TÍMIDO
Mulheres ocupam apenas 32% dos cargos de liderança no Brasil, aponta pesquisa
Por Redação - Em 01/04/2025 às 11:46 AM

Embora as mulheres representem 45% da força de trabalho no país, a pesquisa indica uma queda considerável de sua participação à medida que se avançam nas hierarquias corporativas FOTO: Freepik
As mulheres continuam sendo minoria em posições de liderança no Brasil, conforme aponta um estudo divulgado pelo LinkedIn. De acordo com os dados do “State of Women in Leadership”, a participação feminina em cargos de gerência alcançou 32% em 2024, representando um crescimento modesto em relação aos 29% registrados em 2015. Nos últimos dois anos, esse índice permaneceu estagnado, sinalizando a persistência da desigualdade no mercado de trabalho.
Embora as mulheres representem 45% da força de trabalho no país, a pesquisa indica uma queda considerável de sua participação à medida que se avançam nas hierarquias corporativas. O estudo aponta que o número de mulheres em cargos de diretoria é 17% inferior ao de gerência, e cai ainda mais, em 21%, quando se chega à vice-presidência.
A plataforma destaca a necessidade de medidas mais eficazes para promover a igualdade de gênero no mercado de trabalho, especialmente em setores como tecnologia e serviços financeiros, onde as quedas na progressão de carreira feminina chegam a ser de até 40% e 46%, respectivamente. Além disso, o relatório global revela que, na América Latina, o número total de contratações caiu 22% em janeiro de 2025 em comparação com o ano anterior, enquanto a participação feminina nas novas contratações registrou uma leve diminuição de 1,6 ponto percentual.
O LinkedIn sugere que, para combater essa desigualdade, as empresas adotem uma abordagem de contratação e promoção baseada em habilidades, o que poderia aumentar em até 13 vezes o alcance de talentos femininos, além de gerar um crescimento de 12% na presença de mulheres em funções sub-representadas no Brasil.
Além disso, a plataforma recomenda que as empresas invistam em processos seletivos mais inclusivos, implementem programas de mentoria interna e revisem suas políticas de benefícios e flexibilidade. Tais medidas visam não apenas promover uma maior equidade, mas também otimizar o desempenho organizacional, já que empresas que incentivam a diversidade tendem a ser mais inovadoras e ter melhores resultados financeiros.
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