
S&P GLOBAL
Setores industrial e de serviços no Brasil têm recuperação, mas enfrentam aumento de custos
Por Redação - Em 05/03/2025 às 2:09 PM

As pressões inflacionárias nas empresas alcançaram o nível mais alto em mais de dois anos e meio FOTO: Agência Brasil
As empresas brasileiras dos setores industrial e de serviços vivenciaram uma recuperação em suas atividades durante o mês de fevereiro, mas também relataram um aumento significativo nos custos e nos preços cobrados, de acordo com dados divulgados pela S&P Global. As pressões inflacionárias nas empresas alcançaram o nível mais alto em mais de dois anos e meio, com destaque para o setor de serviços, que registrou o ritmo mais intenso de reajustes de preços desde meados de 2022.
Apesar de sinais de melhora na demanda, especialmente nos serviços, a pesquisa indicou que o crescimento foi limitado devido às altas pressões de custo. A diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima, afirmou que as pressões de preços “não mostram sinais de alívio” e que os juros, no maior nível em oito anos, devem continuar elevados, o que pode impactar a demanda e o investimento das empresas.
No setor de serviços, os principais responsáveis pelo aumento de custos foram alimentos, mão de obra, materiais, transporte, eletricidade e água. Já na indústria, os custos mais altos foram atribuídos à desvalorização do real e ao aumento de preços de frete, gás, resinas de poliéster e aço.
Em termos de atividade, o índice de gerentes de compras (PMI), que mede o desempenho dos setores industrial e de serviços do Brasil, subiu para 51,2 pontos em fevereiro, de 48,2 pontos em janeiro. Uma leitura superior a 50 pontos indica expansão. O PMI específico do setor de serviços subiu de 47,6 para 50,6 pontos, enquanto o PMI industrial aumentou de 50,7 para 53 pontos, sinalizando uma recuperação geral, mas ainda com desafios causados pelas pressões inflacionárias.
Este panorama reflete um cenário de recuperação econômica com obstáculos contínuos relacionados aos custos, que devem seguir sendo um desafio para os empresários brasileiros nos próximos meses.
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