EFEITO GLOBAL

Trump anuncia hoje novas tarifas recíprocas; Brasil está na mira

Por Redação - Em 02/04/2025 às 10:00 AM

Donald Trump

s. Trump destacou que o impacto será global e imediato

Nesta quarta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a implementação de tarifas recíprocas sobre uma série de parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A medida faz parte de sua política para criar um comércio “justo e recíproco”, embora o governo norte-americano ainda não tenha especificado quais países ou produtos serão afetados. Trump destacou que o impacto será global e imediato.

Essa decisão é um reflexo da postura protecionista de Trump, que tem reforçado, desde sua campanha, que os parceiros comerciais dos EUA aplicam tarifas elevadas, prejudicando a indústria norte-americana. Em fevereiro, o presidente pediu ao seu gabinete que estudasse maneiras de corrigir esses desequilíbrios, o que culminou no anúncio das novas tarifas.

Especialistas temem que essa escalada nas tarifas gere instabilidade econômica, principalmente nos mercados emergentes, como o Brasil. A agência Moody’s, por exemplo, alertou que a imprevisibilidade das políticas comerciais dos EUA pode afetar as economias que dependem de exportações para o mercado norte-americano, gerando uma possível desaceleração e aumento da inflação global.

No Brasil, o governo tem se mostrado dividido sobre como reagir. O vice-presidente Geraldo Alckmin apostou em negociações, argumentando que o Brasil não representa uma grande ameaça comercial para os EUA. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não ficaria passivo diante das medidas de Trump, defendendo até mesmo a adoção de tarifas retaliatórias e a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Além disso, o Senado brasileiro aprovou um projeto que permite ao governo adotar medidas de reciprocidade em resposta a barreiras comerciais impostas por outros países. O projeto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, mas já indica a disposição do Brasil em adotar uma postura mais firme caso as tarifas afetem negativamente o comércio bilateral.

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