BRASIL NA VANGUARDA

Vanderson Aquino defende Drex como solução para a digitalização monetária

Por Marcelo Cabral - Em 28/02/2025 às 6:54 PM

A digitalização do sistema financeiro brasileiro avança em ritmo acelerado com o desenvolvimento do Drex, a moeda digital do Banco Central (BC). De acordo com o CEO do Mêntore Bank, Vanderson Aquino, como uma Central Bank Digital Currency (CBDC), o Drex funcionará como uma extensão do real no ambiente digital, diferenciando-se das criptomoedas descentralizadas por ser regulado e lastreado pelo BC. Seu propósito é ampliar a eficiência das transações, fortalecer a inclusão financeira e integrar tecnologias como contratos inteligentes e dinheiro programável.

Vanderson Aquino defende a correta implementação do Drex no Brasil

Ele explica que o projeto teve início em 2020, no contexto da agenda de inovação do Banco Central, responsável por iniciativas como o Pix. Inspirado em experiências internacionais – como o yuan digital na China e o e-krona na Suécia -, o Drex busca posicionar o Brasil na vanguarda da digitalização monetária, acompanhando a modernização dos meios de pagamento globais.

A implementação da moeda digital ocorre de forma gradual para garantir segurança e eficiência antes de um lançamento em larga escala. O primeiro piloto foi iniciado em 2023, com instituições financeiras testando os mecanismos de emissão, transação e liquidação. Atualmente, o projeto está em uma fase mais abrangente de testes, com previsão de chegada ao público em 2025″, afirma.

Ágil e segura

O CEO do Mêntore Bank ressalta que entre os benefícios do Drex, a tokenização de ativos se destaca, possibilitando maior agilidade e segurança em processos como custódia, negociação e liquidação financeira. Além disso, a moeda digital promete mais transparência e rastreabilidade, auxiliando no combate a crimes financeiros e na redução da evasão fiscal. Para empresas e comerciantes, a digitalização do real pode representar transações mais simples e baratas, reduzindo custos operacionais.

No entanto, a iniciativa levanta preocupações. A principal delas diz respeito à privacidade dos dados. Embora o Banco Central garanta que o Drex será projetado para proteger informações sensíveis, o receio de uma vigilância excessiva sobre transações digitais ainda gera debates. “Outra dúvida comum é como ele se integrará a meios de pagamento já consolidados, como o Pix. Especialistas apontam que, em vez de substituí-los, o Drex atuará como um complemento, expandindo as possibilidades do real no ambiente digital”, salienta.

“Ao modernizar o sistema financeiro e ampliar as fronteiras da economia digital, o Drex representa um avanço significativo para o Brasil. Se bem implementado, poderá não apenas facilitar transações financeiras, mas também consolidar o nosso país como referência na adoção de moedas digitais oficiais“, complementa Vanderson Aquino.

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